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A
meta mais importante do trabalho de campo é a coleta de dados lingüísticos no
contexto natural onde a língua em questão é o meio de comunicação entre os
indivíduos (Kibrik, 1977).
Os projetos de pesquisa executados pelo GICLI baseiam-se em metodologias direcionadas aos estudos sobre línguas indígenas e que, fundamentalmente, podem ser de dois tipos: sincrônica ou diacrônica. Pesquisas de caráter sincrônico focalizam as línguas conforme são faladas atualmente. Já os estudos de cunho diacrônico abordam as línguas comparando-as em dois momentos diferentes, procurando traçar algo de sua história.
Ambas as abordagens, porém, comungam a ideia de que as pesquisas em línguas pouco conhecidas ou ainda não registradas envolvem duas atividades básicas: a) coleta, transcrição e tradução de dados; e b) análise e interpretação dos dados coletados. Embora muitos autores considerem essas atividades independentes entre si, o GICLI defende que a documentação e a descrição de uma língua não se dão de forma independente, pois percebemos entre os dois processos uma interface que não lhes permite isolar-se um do outro.
Assim, sempre que possível, o GICLI realiza trabalhos de campo nas aldeias ou em outros ambientes em que os colaboradores (informantes) se dispõem a ir para o fornecimento de dados linguísticos usados na pesquisa e também na elaboração de material didático. Nesta página, apresentamos alguns registros fotográficos de trabalhos realizados com os índios Shanenawa, no Estado do Acre. Acrescentamos também algumas fotos de trabalhos realizados nos laboratórios de informática da UEG, onde as estudantes de iniciação científica tentam, por meio de alguns poucos dados e de informações retiradas da internet, reconstruir a fonologia e algumas características morfossintáticas das línguas Karipuna e Remo, as quais, segundo nossas informações podem estar extintas.
Registros de viagens (de ônibus, barco, balsa etc.) dos pesquisadores visando a realização de trabalho de campo para coleta de dados lingüísticos no habitat indígena:

Foto 1: Pesquisadores Gláucia V. Cândido e Lincoln A. Amarante Ribeiro prestes a atravessar o Rio Madeira por balsa na fronteira entre os Estados de Rondônia e Amazonas e dos países Bolívia e Brasil.

Foto 2: Rio Envira, Município de Feijó, no
Estado do Acre, Brasil. Acesso por barco à aldeia indígena Shanenawa.

Foto 3: Crianças Shanenawa em canoa no Rio
Envira indo deixar os pesquisadores na
margem oposta à da Aldeia Morada Nova.
Registros de trabalhos
de campo:

Foto 1: Núcleo familiar indígena Shanenawa.
Momento do desjejum, pouco antes do trabalho de coleta de dados com o
colaborador Senhor Bruno Brandão, à direita.

Foto 2: Pesquisador Lincoln A.
Amarante Ribeiro , o Prof. Auricélio Shanenawa e o cacique Assis
Shanenawa. Trabalho de coleta de dados realizado em hotel na cidade de Rio
Branco-AC.

Foto 3: Cacique Assis Shanenawa e a pesquisadora Gláucia V. Cândido.
Trabalho de campo em hotel da cidade de Rio Branco-AC.

Foto
4: Prof. Manoel Shanwnawa e os pesquisadores Lincoln A.Amarante Ribeiro e
Gláucia V. Cândido. Discussão sobre primeiro livro de leitura da língua
Shanenawa na sede da SEPI (Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas), na
cidade de Rio Branco-AC.
Foto 5: Prof. Manoel Shanenawa e o pesquisador Lincoln A. Amarante Ribeiro. Trabalho de coleta de dados na sede
da SEPI (Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas), na cidade de Rio
Branco-AC.
Registros de
trabalhos de gabinete sobre línguas Pano provavelmente em extinção:

Foto 1: Pesquisadora Gláucia V. Cândido e a
estudante Graziela de J. Gomes. Trabalho na UEG, em Anápolis, Goiás, Brasil.

Foto 2: Pesquisadora Gláucia V. Cândido e a
estudante Lízia de O. Carvalho. Trabalho
na UEG, em Anápolis, Goiás, Brasil.